o protocolo de Quioto
O maior avanço em busca de uma ação coletiva para a proteção climática foi a conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992. Nela celebrou-se a adoção da Convenção das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (UNFCCC), responsável pelo incentivo à estabilização da concentração de gases de efeito estufa a um nível seguro à preservação da vida humana. No entanto, a UNFCCC foi um comprometimento de principio, sem ratificações.
O Protocolo de Quioto surgiu cinco anos após a ECO'92, de uma reunião conhecida oficialmente como Terceira Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que ocorreu em Quioto no Japão, de 2 a 11 de Dezembro de 1997.
Esta conferência, onde participaram cerca de 125 entidades governamentais de todo o mundo, teve como principal objetivo a adoção de um protocolo estabelecendo compromissos legalmente vinculativos, no qual 39 países industrializados se comprometeram a limitar, durante o período de 2008 a 2012, as suas emissões de gases com efeito de estufa na atmosfera, a fim de atingir a redução de uma média de 5% abaixo do nível de emissões apurado em 1990.
No entanto, de acordo com o IPCC, as emissões de gases estufa precisam ser reduzidas em pelo menos 50% nos próximos 100 anos, para evitar alterações climáticas claramente atribuíveis ao aumento da concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera. Assim, se tornou clara a necessidade de redução significativa do nível de emissões.
Além disso, o reconhecimento formal do papel de todos no combate as mudanças climáticas ainda encontra a resistência de um número de países com altos índices de emissões, dentre os quais os Estados Unidos, que se negaram a assinar o protocolo.
Da mesma forma, as economias que crescem em ritmo acelerado, como a China, Índia e o Brasil, ainda não foram obrigadas a enfrentar as metas de reduções impostas por Quioto e, como resultado, ainda contribuem para o crescimento das emissões mundiais.

